3% 1×08: Botão [Season Finale]

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Botão, o último episódio da série começa no ponto principal tratado desde o início, a vingança de Michele. Entretanto, diferente de Victoria Grayson ou Emily Thorne, a personagem não criou um plano detalhado pensando em cada possível problema que poderia acontecer e suas respectivas soluções. Típico de novela (sendo coincidência ou não), Michele decidiu arriscar, tendo ao redor diversos candidatos, funcionários e câmeras, envenenar o Chefe do Processo, o que com certeza, igual ao mamute, daria merda.

“A igualdade é uma ilusão convincente”

3% --- Botão [Season Finale]
3% — Botão [Season Finale]
Admito que comemorei quando escutei “Oi Michele” e pensei, agora a treta ficou séria. Ver uma tortura que relembra a época da ditadura nunca é prazeroso para ninguém, porém a série acertou em cheio ao colocar uma agressão e uma humilhação que não nos espanta. E isso é o mais triste. Acredito que ninguém tenha assistido e se perguntado no momento o que era aquilo. Acredito que ninguém ficou chocado com a crueldade que estava passando na tela. O pau de arara e muitas outras torturas são marcas na nossa história que existem mesmo que nós não tenhamos passado por isso ou vivido nessa época. Ver Michele naquele estado nos faz lembrar de parentes ou pessoas nas fotos dos livros de história que sofreram muito em um período calamitoso, mas, além disso, Michele e Ezequiel naquele momento representaram uma violência, uma crueldade que acontece diariamente na nossa sociedade, mas preferimos ignorar ou esquecer.

Utilizando dessa brutalidade, o enredo nos fazia sentir ódio de Ezequiel, desejando até mesmo que fosse ele naquele pau de arara. Porém, todo esse sentimento entra em colapso quando somos apresentados, junto com Michele, a imagens e vídeos do irmão dela vivo. Se o irmão dela está vivo, quem está mentindo? Se toda a motivação que fez a personagem entrar para a Causa e ter tanto empenho para passar no processo é uma mentira, qual lado é o certo? E se mesmo tendo matado 2 pessoas inocentes, Ezequiel ainda a permite passar para o lado de lá e encontrar seu irmão, até onde ele é uma pessoa má?

Esse embate criado, esse conflito interno na cabeça de Michele, permaneceu na minha até o final do episódio e até mesmo nesse segundo. É impossível afirmar quem está correto. É impossível dizer se alguém é do bem. Afinal, se aprendemos algo com nossos candidatos, é que mesmo aqueles que possuem intenções maravilhosas, não são totalmente pessoas boas. Não acredito que Michele tenha acreditado totalmente em Ezequiel e não creio que ela tenha abandonado a Causa por completo, porém só descobriremos essa resposta, junto com várias outras, como se o irmão dela realmente está vivo, se tivermos uma segunda temporada.

Diferente de Michele, por quem tinha expectativas muito altas e não foram todas atendidas, Rafael fez o caminho oposto e construiu uma história muito controversa e ao mesmo tempo, muito identificável. Rafael é a personificação da frase “os fins justificam os meios”. E quem nunca pensou desse jeito ou justificou uma ação dessa forma? Rafael abandonou sua família, cometeu atos considerados errados, foi julgado durante todo o processo e por fim, sacrificou seu maior sonho e desejo. Não fica muito explícito o motivo de sua decisão e por segundos fiquei em dúvida se ele não estava caindo um pouco no papo do Maralto, porém seu olhar para Michele no final de Botão, me faz acreditar que ele está apenas continuando seu caminho até atingir a meta de destruir o processo por dentro.

3% --- Botão [Season Finale]
3% — Botão [Season Finale]
Ainda comentando sobre personagens que surpreenderam, Joana foi durante toda a série, disputando em minha opinião apenas com Júlia, a melhor personagem. Sua história desde o início pode ser identificada por milhares de pessoas de carne e osso, que lutam todos os dias e constroem um escudo do lado de fora por não se permitirem ou ser necessário não mostrar vulnerabilidade. Joana começou sendo a candidata fodona, que a todo o momento tinha que mostrar que era boa e deveria ser temida. Depois de um tempo, começou a lutar contra seus demônios para fugir não dos bandidos que a perseguiam, mas para fugir de si mesma. Joana durante todo o processo luta contra o rótulo de assassina, pois em alguns momentos ela se vê desse jeito. E foi por esse motivo que eu torci e comemorei muito quando ela não apertou o botão. Joana não é uma assassina. Ela não é e nem pode ser definida por um ato que cometeu por puro medo e susto. Ela deve ser definida por toda sua luta para sobreviver, por ter conseguido superar tudo que superou sozinha e por mostrar para todos que a subestimavam que ela conseguia.

Além disso, o discurso de Joana para Ezequiel é maravilhoso e remete situações diárias da nossa sociedade. Além de não ser uma “lady” e não ter medo de colocar a cara a tapa, ela não é influenciável e não abaixa a cabeça perante qualquer pessoa que se autodenomine superior. Joana não é um lixo e se essas roupas rasgadas não fossem tão exageradas, tenho certeza que ela lançaria moda igual Regina George. Relembrando mais uma vez Jogos Vorazes, Joana é o tordo e já estou pronto para levantar meus 3 dedos em apoio a ela. Só não sei se a Causa é a melhor e a correta forma.

E então chegamos a Fernando. Se comparei ele com Professor Xavier na primeira review, nessa afirmo que o único X que ele consegue ter é na sua ficha do processo. Além de se apaixonar por alguém que claramente não sentia o mesmo, pelo menos na intensidade, por ele, Fernando conseguiu ser eliminado na própria prova e admito, ri alto nesse momento, afinal trouxa é trouxa né pai. Com a possibilidade de ser um personagem interessantíssimo, subestimado e protagonista de diversas discussões maravilhosas no tema de meritocracia, sua participação na série foi desperdiçada e não liguei nem um pouco quando o vi sendo eliminado. Talvez seja por falta de química entre ele e Michele, ou talvez por seu plot ter mudado totalmente no meio da trama, focando na sua paixonite, apenas sei que esperava muito mais sobre sua história. Espero que caso haja uma 2ª temporada, ele esqueça Michele e lute junto com Joana.

Com o fim do processo, descobrimos que o último passo para ir para o lado de lá é a purificação, ou sendo mais exato, a esterilização. Achei de início a explicação um tanto confusa e sem sentido, afinal qual seria o problema de ter filhos no Maralto se eles seriam “sangue puros” (saudades HP)? Entretanto, ao analisar o tratamento de eliminação quando Fernando foi eliminado, reparei que uma das formas sugeridas para superar o resultado é a de se ter filhos. Sim, isso mesmo que você leu, o processo incentiva aqueles que foram reprovados, a se reproduzir, enquanto os que passam não podem fazer o mesmo. E ai você pergunta, por quê?

Se analisarmos a família Alvares, veremos que toda a família passou, exceto Marco (pelo menos é o que sabemos). Dessa forma abre-se uma hipótese de que não necessariamente, filhos de pessoas do Maralto são merecedores de estarem do lado de lá. Por conseguinte, haveria uma necessidade de colocá-los no processo e você consegue imaginar o problema que seria criado quando vários filhos “merecedores” fossem reprovados? Porém, se não existirem filhos do lado de lá, precisa-se de filhos em algum lugar e em um número quantitativo alto. Desse jeito, ao incentivar os não-merecedores a terem filhos para esquecer o que houve e tentar prepará-los para uma vida melhor, o Maralto garante que o processo sempre terá vários candidatos e que os 97% continuem sustentando os 3%.

Conseguimos perceber assim que o lado de lá só existe por causa do lado de cá. Assim como todo movimento contra o regime, a “minoria” na verdade é sempre a maioria. Os moradores da Amazônia Subequatorial podem ter na cabeça a ideia de que não são tão fortes, inteligentes, evoluídos quando os moradores do Maralto, mas a verdade é que se eles se juntassem, poderiam orquestrar a destruição completa do processo e de toda essa organização injusta. Mais uma vez relembrando distopias como Divergente e Jogos Vorazes, 3% mostra como religião e política podem ser utilizadas de maneira lasciva, vendendo uma história ou uma ideologia injusta mascarada de meritocracia.

3% finaliza sua primeira temporada com um saldo positivo, em minha opinião. Apesar de existirem falhas nas atuações, no figurino, na direção, entre outros aspectos, a trama contada pela série consegue prender o telespectador e fazê-lo pedir por mais. No final das contas, 3% não veio com o objetivo de ser uma série mega aclamada e considerada uma obra prima, mas como uma porta para outras ideias brasileiras e para variados nomes desconhecidos que possuem potencial e só precisam de um investimento. Não prolongarei mais essa defesa à série, pois quem quiser focar apenas nas questões ruins, assim o fará, mas peço que as pessoas não tenham preconceitos e não fiquem procurando erros só por ser uma obra brasileira.

Espero que uma 2ª temporada seja feita e que a série nos surpreenda cada vez mais. Ainda existem muitas questões a serem respondidas e se tem uma coisa que 3% fez maravilhosamente foi não ser previsível. Se você chegou até o final desse tcc, obrigado e parabéns, o mérito é todo seu.

> Entrevista com o elenco de 3%!

Só mais 3%:

– Sobre Fernando

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– “Se acha melhor que todo mundo, mas é um belo de um cuzão, um bosta que só tem esse processinho de lixo para brincar de reizinho.” RAINHA, Joana.

– Só observando Aline tramando sua revenge. Apenas espero que ela seja melhor nisso do que a Michele, não aguento outro plano ruim desses não.

– Sinto que esse Maralto é tão falso quanto as maquiagens do povo do lado de cá. Quero só ver esse paraíso todo.

– Adorei Ezequiel mostrando que quando temos bad temos que sofrer para valer. Como já dizia um amigo meu, histórias nossas histórias, dias de luta, dias de luta, dias de luta.

  • Laís F.

    A série têm suas falhas, mas é muito melhor que algumas muitas séries americanas por ai, e se levando em consideração que o EUA produzem séries desde a década de 50, e nós fazemos novelas desde a década de 50 e ninguém no mundo faz novela igual a gente, eu acho 3% e Supermax (apesar de não ser tão bom), são um ótimo primeiro passo, eu só acho que precisamos encontrar nossa própria identidade para essas produções, dito isso, eu gostei bastante de 3%, têm personagens que eu torço e gosto (Joana e Rafael roubaram o show), têm uma critica social bastante atual e importante, mas não é didático (iguais adoramos fazer), e eu espero por uma segunda temporada, Joana, Fernando e Rafael fazendo parte da Causa, e derrubando todo o sistema.
    P.S: E Michele é a típica principal que vemos em séries/filmes/novelas, faz várias burradas, mas se salva por conveniência do roteiro, isso é não é de longe um problema de produções nacionais, mas a história dela para a próxima temporada pode ser interessante.

  • Assim, amei a série. Grande iniciativa, que pode gerar uma nova onda de séries/filmes brasileiros. Não é um Black Mirror, em produção, em nível de atuação, mas com certeza não deixa a deseja em construir um mundo distópico crível em um cenário brasileiro, não mitiga as raizes brasileiras e sim exalta a nossa cultura.
    Michata – Chatinha e burrinha, manipulável, deveria ser a protagonista maior, mas perdeu em atuação e desenvolvimento de caracter para os outros personagens, Sua tentativa de assassinato foi ridícula, além de ter um grande FURO na história, se vemos Ezequile analisando um vídeo que mostra ele com a taça de bebida, então todo o procedimento de Michata foi filmado também…
    Fernando – Sinceramente, muito burro, burrísimo, Michata passou e ele saiu, deveria ter esperado um pouco antes de tomar atitudes tresloucadas. Afinal todo o esforço do pai foi atoa? ele ao invés de honrar a família que investiu nele a vida inteira, que acreditou nele, desistiu de tudo por causa de uma garota que tinha conhecido a poucos dias. Alías que formam um casal totalmente sem química alguma.
    Rafael – O grande esperto e melhor jogador de todos, poderá sem dúvida ajudar a causa melhor em Maralto. Jogou o tempo todo certinho, Merecido.
    Joana – Bem, até entendo que ela não quis assassinar o mala lá, que não era flor que se cheira, não ia matar nenhum inocente. Mas ela NÃO era obrigada a ser da segurança, poderia polidamente recusar a oferta de trabalhar com este tipo de serviço, ela já estava aprovada. Sua atitude não mudou nada a forma do Conselho agir, e a única pessoa prejudicada foi ela mesma.

  • alexandre12000

    Achei a sacada da esterilização bem inteligente e coerente. Afinal um processo que se baseia em “você é o seu próprio mérito”, não seria “justo” que os filhos dos 3% herdassem os méritos e conquistas dos pais.

    • Caio

      nao tinha pensado nesse sentido, bem dito.

  • Caio

    essa serie foi uma grata surpresa, nao esperava tanto de uma serie brasileira. Muito boa.
    Eu concordei com todas as eliminacoes, exceto a da joana.
    O que eu quero entender na proxima temporada é o que a Causa tem exatamente contra os 3%, pq eu nao vi em momento algum eles explorando a populacao que se mantem nas favelas.

  • petunia

    Ótima review! Eu realmente não tinha entendido muito o motivo da esterilização, mas entendi com sua explicação. Eu adorei a série e vi alguns comentários da gringa que a galera gostou muito tb. Por favor Netflix, faz 2a temporada!!!
    Só eu achei muito amadorismo da Michele entregar a localização do chefão da Causa depois de ver um vídeo do irmão? Tipo….quem garante q as imagens são verdadeiras?? Eles têm tecnologia pra forjar isso…

  • Maria do bairro

    Achei uma série muito divertida de assistir! Assim como Supermax tem problemas naturais já que o Brasil não investe muito em séries. As duas são ótimos entretenimentos! Só que ambas precisam de “algo a mais” para encontrar um lugar no Sol.

  • Arya Ibelin

    Gostei da serie , gostaria de uma segunda temporada.

  • Evandro Roberto

    No episódio da Júlia, o Ezequiel fala que ela ia se reencontrar com o menino quando ele fizesse 20 anos e passasse no Processo. E ela pergunta “e se ele não passar?” “então ele não merece ser lembrado”. Faz todo o sentido se for pensar que todos tem que passar pelo processo, que todos tem que conquistar seu próprio mérito.

    A série teve seus defeitos e é claro que nao foi perfeita, mas já estou no aguardo da confirmação da 2ª temporada. Tem muito potencial a ser explorado.

  • Vine

    Não gostei muito que não abordaram direito o que é A Causa. Tá certo que o enfoque desta temporada foi o Processo, visto que ele é a comunicação entre os dois lados e o motivo de toda a segregação, yada yada, mas, ainda assim, ficou superficial seu tratamento. Em nenhum momento a série deu a entender porque o Rafael é um membro da Causa. A Michele teve o lance o irmão dela e, puta, acabou cruzando com o grupo e teve seu treinamento. Agora o Rafael ou qq figurante dizendo ser da Causa, daria no mesmo. Ainda mais que ele quase jogou toooooodos os ideais pro ralo por causa do dilema bobíssimo (IMO) de não poder-se ter filhos. Se houver uma 2a temp, precisa mostrar eles atuando pra ontem no Maralto.

  • Saide Franco

    Parabéns pelo TCC Fernando!
    Joana e Rafael foram os melhores candidatos, personagens fieis a sua identidade. O que foi Joana indo do arrependimento ao ataque em segundos??? Rafael abrindo mão de um sonho pessoal pela Causa em que tanto acredita, foi lindo.
    Fernando foi o grande desperdício na trama, o cara passa a vida sendo treinado pro Processo e em uma semana larga tudo pela Michelle? Migo, para e pensa.
    A cena em que Ezequiel entra na bad foi primorosa, palmas para a direção, agora ele deve ter notado que foi da glória a a derrocada desde que passou a comandar o Processo.
    Botão e Água são os melhores episódios na minha opinião e a série termina com um saldo meio a meio.
    Esperando a renovação e uma segunda temporada afiada.

  • João Carlos

    Os mostivos do Rafael e da Michele para fazer parte da Causa foram diferentes. Quanto Rafael entrou pelo ideal, de mudar o sistema e até aceitou as condições para ir para Mar Alto. Já Michele foi por vingança, na primeira oportunidade que viu já quis eliminar seu inimigo. Mas realmente quem é o inimigo?

    Joana. Sério. Rainha. Uma personagem que cresceu de uma forma magistral. Convicta naquilo que pensa e não irá mudar seu jeito de pensar e de ser só para ter coisas boas na vida. Só de dar aquele discurso no Ezequiel e deixa-lo de boxa aberta. Só parabéns.

    Fernando. Só rindo mesmo. A moça recepcionando a saida dele e dizendo que foi eliminado pela prova dele me representa.

    A série teve um saldo positivo. Teve suas falhas, admito, mas não deixa de ser boa. Penso eu que o que deixou as pessoas mais revoltadas com a serie, no quesito da trama, foi explicar pouco da sociedade, Mar Alto e o que fez ter a Seleção e só focou no processo. Caso houver uma segunda temporada penso que abordarão isso. E o que falar que os 3% não poder procriar? Me pegou de surpresa. Enfim uma boa série.

  • Igor Fernando

    Cheguei até aqui e não vi a porra do Maralto. Que venha uma segunda temporada, e logo.

  • Alex Silva Santos

    No fim a Joana se revelou a grande heroína de 3%, o Tordo, que vai acabar com o sistema. /Aqueles

  • Alex Silva Santos

    Vi muitos criticando o fato da série não mostrar o Maralto. Porém, acredito que o fato deles manterem nessa primeira temporada, o mistério sobre o MARALTO, não nos mostrar essa cidade, é para além de manter um suspense, fazer com que a gente enxergue a série como se fossemos o povo do Continente, que não conhece o Lado de Lá e cria fantasias e especulações de como é é a cidade ,fantasiando a terra prometida. Então não é algo que me incomodou. E mesmo sem eles saberem de como é lá, acho crível a necessidades de quererem se mudar, por criarem uma expectativa sobre a lenda que é o MARALTO, sobre o mundo perfeito. Afinal na vida real, muitos não vivem assim nas religiões,ansiando o paraíso? E creio que o pessoal do MARALTO não divulgue nada sobre lá exatamente para controlar o continente, não da informações para uma possível revolução, inclusive sobre a esterilização das pessoas. Enfim… só acho eles deveriam ter explorado mais o continente, mostrado de um jeito mais abrangente. Aquele continente, parecia apena suma aldeia, ao invés do local que habita 97% da população. Devia ser muito maior, ter prédios em ruínas etc. Enfim… A série devia focar nessa primeira temporada no continente, para depois forcar no MARALTO, na segunda temporada.

    • Matheus

      Concordo com a sua opinião sobre o MARALTO, sério que as pessoas não perceberam a mensagem que a série queria mandar, em todo momento nós telespectadores nos questionamos se o MARALTO é isso tudo mesmo ou só uma mentira, essa foi a ideia da série, pois nós vivemos assim como os participantes do processo lutando pelo nosso MARALTO, que pode ser uma ideologia, um status ou qualquer outra coisa. Espero que na segunda temp. a série se foque no MARALTO e que todas as nossas perguntas sejam respondidas…

  • adrianocesar21

    3% por um momento me lembrou um pouco de Matrix e nem deu um calafrio … depois do primeiro filme ficamos na expectativa pra conhecer Zion e foi só decepção. . tomara que o Maralto não seja a mesma coisa.

  • bruno saporito

    Olha, confesso que curti acompanhar a serie! Foi quase um guilty pleasure.

    Se rolar uma segunda temporada eles precisam imediatamente melhorar esse texto e a direção dos personagens. Algumas atuações são bemmmmm ruins.

    Joana, foi disparada a melhor personagem da serie!

    Serio que aquele foi o master plan da Michele? Envenenar o chefe do processo numa festa na qual todos os olhos estariam nos candidatos? Fora o descuido com as câmeras de segurança. Uma vingança planejada por tanto tempo e que nos deu a ótima sacada do colar falso, que eu jurava que tinha sido do irmão mesmo, ter esse descuido no final, ficou bastante irreal.

    Confesso que acho a atuação da menina que faz a Aline péssima. Ela podia dar uma assistida em westworld e tomar umas aulinhas com a atriz que faz a membro do Board. As duas personagens são bem parecidas. E concordo que se ela quer se vingar que faca um plano decente.

    Foi interessante essa virada de Mesa do Ezequiel falando da Causa. De longe o personagens com mais camadas e mais intrigante.

    Sobre a questão de não ver o mar alto, não me incomodou.

    Outra coisa que foi inconcebível também foi a atitude de Fernando. Como, me diz como você eh preparado teoricamente sua vida toda para aquele momento e deixa se levar por um sentimento que na boa, nem teve tempo para ser aquela paixão toda! O meme do chaves resumiu bem ele! Vai precisar de um bom plot para se redimir no caso de uma segunda temporada

    No fim achei que eles perderam ótimas oportunidades de explorar outras temas dentro do próprio processo. Vamos ver se vai rolar uma segunda temporada e no que ela vai focar exatamente.

    🙂

  • Bruno Granado

    Faltou citar a melhor frase da temporada, quando Joana diz a Fernando que eles só querem/passam os piores.

  • Matheus

    Essa série me foi uma grata surpresa, admito que estava com certo “pré-conceito” por ser brasileira, mas depois de assistir a série fiquei apaixonado pela história da mesma, espero muito que venha uma nova temporada.

    Desabafo: uma coisa que me deixou com muita raiva foi a recepção da crítica brasileira à série, a série não foi perfeita isso é um fato, teve vários erros, mas o modo como a série foi duramente criticada me surpreendeu, até a mídia internacional elogiou muito bem a série apesar dos erros…

  • Antony

    Fernando tinha tudo para ser um bom personagem mas faltou carisma desse ator fraquinho mereceu ficar com fama de burro no final . Do primeiro ao ultimo episodio minha opinião se manteve historia com grande potencial que merece ser renovada mas os atores foram muito mal escolhidos pela Netflix . Eu estava até torcendo no final para morrer todos para a chegada de uma nova geração mas td bem . Veremos se será renovava o publico está bem divido . Com relação as atuações acho que nem 3% do publico acham boas .